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Trauma

Transtorno do Estresse Pós-Traumático - TEPT

 

Ao longo da trajetória da vida todos nos vivenciamos experiências difíceis ou traumáticas em algum momento. No entanto, por mais dolorosa que tenha sido nem sempre esse trauma é capaz de desencadear uma doença, mesmo que a recordação seja inevitável.

 

Mas têm pessoas que passam pelo trauma e ficam “marcadas” por ele. Passam a sofrer de Transtorno do Estresse Pós-Traumático (TEPT) que são capazes de recordar as experiências traumáticas como também reviver e remoer intensamente, de forma persiste e sofrida, toda a dor que passou. É um flashback do horror constante. Essa recordação, conhecida como revivescência, desencadeia alterações neurofisiológicas e mentais.

 

O Transtorno do Estresse Pós-Traumático é um distúrbio da ansiedade caracterizado por um conjunto de sinais e sintomas físicos, psíquicos e emocionais em decorrência de o portador ter sido vítima ou testemunha de atos violentos ou de situações traumáticas que, em geral, representaram ameaça à sua vida ou à vida de terceiros. Quando se recorda do fato, ele revive o episódio, como se estivesse ocorrendo naquele momento e com a mesma sensação de dor e sofrimento que o agente estressor provocou.

 

Os estudos sobre esse transtorno ainda estão em fase inicial, apresentando poucas informações detalhadas em relação à predisposição de cada pessoa. Mas algumas pesquisas da APA (American Psychological) já apontam que dentre as pessoas que sofreram um trauma severo, 14% a 33% desenvolvem TEPT, independente do gênero ou idade.

 

Recente pesquisa desenvolvida pela UNIFESP (Universidade Federal do Estado de São Paulo) e por outras universidades brasileiras, em parceria com pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz, levantou a hipótese de a causa do transtorno estar no desequilíbrio dos níveis de cortisol ou na redução de 8% a 10% do córtex pré-frontal e do hipocampo, áreas localizadas no cérebro.

 

De acordo com esses dados levantados e pela experiência clinica, é essencial deixar o alerta sobre a possibilidade de que após algum trauma vivido, há a chance de desencadear outros tipos de transtorno que poderão agravar a sintomatologia, o sofrimento e trazer limitações que repercutem em vários aspectos da vida.

 

As pessoas que passaram por experiências traumáticas podem passar muito tempo desorientadas e sofrendo, por isso é necessário fornecer a elas instrumentos adequados para que entendam e possam responder de forma mais adequada ao processo vivenciado. O apoio da família e amigo é fundamental nesse momento.

 

Importante evidenciar que uma pessoa é a integração de corpo físico, psíquico, emocional, energético, essência original e que traz experiências únicas vividas. A exposição às situações estressantes e severas pode vir da imposição da própria vida e da história de cada um. Assim cada pessoa tem que ser olhada e tratada como um todo e com o acolhimento que esse Ser único merece e precisa.

 

Lembre-se de que as vivências anteriores foram necessárias para chegarmos até aqui, no momento presente. No processo psicoterapêutico é onde o passado é trabalhado, todo sistema atualizado para tomar posse da força, do poder e tudo mais que ficou como aprendizado, para ser transposto ao momento presente para viver com mais inteireza a Vida, processo contínuo de Evolução! #Pensenisso!!

 

* O diagnóstico do transtorno do estresse pós-traumático é estabelecido por critérios do DSM-IV (Manual de Diagnóstico dos Distúrbios Mentais) e o CID-10 (Classificação Internacional das Doenças). O primeiro requisito é identificar o evento traumático (agente estressor), que tenha representado ameaça à vida do portador do distúrbio ou de uma pessoa querida e perante o qual se sentiu impotente para esboçar qualquer reação. Os outros levam em conta os sintomas característicos do TEPT.