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Adolescência

A Organização Mundial de Saúde (OMS) define adolescente como o indivíduo que se encontra entre os dez e dezenove anos de idade, e no Brasil, a legislação, através Estatuto da Criança e do Adolescente, estabelece ainda uma faixa etária para menores de idade dos 12 anos completos aos 18 anos.

 

Adolescência é a fase em que ocorre a transição entre a infância e a idade adulta. Caracteriza-se por alterações em diversos aspectos como físico, mental e social. Momento característico que o indivíduo vai se distanciando de comportamento e privilégios típicos da infância e inicia a aquisição de características e competências que o capacitam a assumir os deveres e papeis sociais do adulto. Segundo essa definição fica claro que nos dias atuais ainda temos adolescentes beirando os 30 anos.

 

Nessa fase da adolescência acontece a fase final de formação do cérebro que as pessoas terão por toda vida. Desde que nascemos os estímulos que recebemos do ambiente formam nossas conexões neurais, e na vida adulta usufruímos daquilo que foi construído. A maturidade do adolescente está relacionada à maturidade do córtex pré-frontal, região do cérebro responsável pelo controle dos impulsos, tomada de decisão e controle das funções executivas. Estudos mostram que o cérebro está completamente maduro por volta dos 28 anos.

 

A Psicologia do Desenvolvimento entende que o início da adolescência é marcado pelo início do amadurecimento sexual, chamado de puberdade. O seu fim vai além do desenvolvimento corporal, mas sobretudo pela maturidade social, que inclui a entrada no mercado de trabalho e assumir o papel social de adulto.

 

Período marcado pelo desenvolvimento cognitivo que é ao lado das mudanças corporais tratadas como características mais marcantes da adolescência. Tal desenvolvimento se apresenta através do aumento das operações mentais; da melhora da qualidade no processamento de informações; da modificação dos processos que geram a consciência.

 

O período da adolescência ocorre o desenvolvimento corporal e psicossexual, que envolve o crescimento físico, mudanças corporais, mudanças hormonais, sendo o significado dessas mudanças único para cada adolescente o que constitui o desenvolvimento da sua identidade.

Em nenhuma outra fase da vida há uma variação tão grande entre pessoas da mesma idade como na adolescência. Essa situação é ainda mais confusa porque o desenvolvimento físico, o social e o cognitivo não andam necessariamente juntos. O meio-ambiente, no entanto, reage de forma diferente, de acordo com o desenvolvimento visível da pessoa.

 

Durante muito tempo a adolescência foi vista como uma fase de "tempestades e tormentas". Com o auxílio da pesquisa mais atual, no entanto, essa visão tem se tornado mais diferenciada. Por exemplo, quando medidas através de questionários, a autoimagem e a autoestima mantém-se relativamente estáveis durante toda a adolescência - se bem que em uma importante minoria, sobretudo entre as moças, há uma tendência de diminuição da autoestima.

 

Enquanto a autoimagem e a autoestima parecem permanecer constantes, a complexidade da estrutura da identidade aumenta constantemente durante a adolescência. Esse aumento de complexidade se mostra nos seguintes pontos:

 

  • A descrição de si se torna cada vez mais contexto-específica: por exemplo, a pessoa se vê como tímida diante de pessoas do outro sexo, mas autoconfiante diante de amigos e colegas;
  • A autoimagem real (como eu sou) e a autoimagem ideal (como eu gostaria de ser) são vistas cada vez mais como diferentes;
  • O "eu verdadeiro" é visto cada vez mais como diferente de um "eu falso" ou "fingido": enquanto adolescentes com doze ou 13 anos não fazem essa diferença, rapazes e moças mais velhos a consideram importante;
  • Os adolescentes aprendem cada vez mais a verem-se pelos olhos dos outros;
  • A dimensão do tempo desempenha um papel cada vez mais importante na descrição de si: enquanto crianças se descrevem sempre no presente, os adolescentes começam a levar em conta o passado (como eu era) e o futuro (como eu gostaria de ser) em consideração.

           No processo também há a questão dos três tipos de "si mesmo" - o si mesmo real, o si mesmo ideal (como a pessoa gostaria de ser) e o si mesmo como deveria ser (que representa a identificação da pessoa com determinadas obrigações e tarefas apresentadas pelo ambiente social). O ambiente social tem, ele mesmo (ou melhor, a pessoas que dele fazem parte), uma imagem de como o indivíduo é e de como ele deveria ser (expectativas). O aumento da complexidade na compreensão de si mesmo expõe o adolescente assim a diferentes tipos de discrepância.

  • Entre o si mesmo real e o ideal - ou seja, a imagem que o indivíduo faz de si não corresponde com a pessoa que ele gostaria de ser; a pessoa tende se sentir decepcionada e insatisfeita;
  • Entre o si mesmo real e a imagem que os outros têm do indivíduo - a imagem que a pessoa faz de si não corresponde àquela que outras pessoas - família, amigos - fazem; a pessoa tende a se sentir envergonhada e humilhada;
  • Entre o si mesmo real e o como deveria ser - a imagem que a pessoa faz de si não corresponde à ideia que ela faz a respeito das obrigações e tarefas que ele deveria cumprir; a pessoa tende a ter sentimentos de culpa e a fazer acusações, condenando-se a si mesma;
  • Entre o si mesmo real e as expectativas dos outros - a imagem que a pessoa faz de si não corresponde às expectativas e desejos da família, amigos ou outras pessoas ou grupos importantes para o indivíduo; a pessoa tende a se sentir ameaçada, com medo, resposta a perigos e dor.

 

A tomada de consciência desses conflitos de interesses expõe o adolescente ao estresse e, dependendo da carga genética e do ambiente em que se desenvolve, ao risco de diversos tipos de problemas sociais e psicológicos, desde transtornos alimentares (anorexia, bulimia) até o suicídio, passando por problemas de desempenho escolar, abuso e dependência de substâncias químicas, fobias e depressão. Segundo estudos epidemiológicos europeus entre 15% e 22% da população infanto-juvenil apresenta alguma forma de distúrbio mental nessa faixa etária.

 

Nessa fase o jovem passa por períodos de crises, quando essas permanecem por período logo é indicado fazer uma Psicoterapia Breve para reorganização, autoconhecimento, ampliação de percepção de si mesmo, prevenindo a entrada em hábitos de risco ou vícios, como descrito acima, com o objetivo de aliviar o desconforto e sofrimento pelo qual está passando. Assim poderão apreciar melhor essa fase de vida desfrutando de bem-estar e qualidade de vida.